ESCRITO NA ESTRADA, PAGANDO EM SOL TODO DIA.
Vou te falar como funciona na prática, direto de quem tá pagando as contas por aqui. A moeda do Peru é o sol peruano (código PEN, símbolo S/), e o jogo é simples: cartão pro que dá, sol vivo pro que não dá. Deixa eu abrir cada parte.
A moeda: o sol peruano
Sol peruano (PEN · S/)
- As notas: S/10, 20, 50 e 100 são as comuns; a de S/200 é rara (evita, tem gente que nem quer trocar). Ainda tem moedas de céntimos e de S/1, 2 e 5.
- Quanto vale: lá por setembro de 2026, 1 sol tava valendo em torno de R$1,51 (ou seja, R$1 dava uns S/0,66). Isso muda todo dia, então usa como referência e confere a cotação na véspera de trocar.
Cartão ou dinheiro?
Os dois, cada um na sua hora. Restaurante, hotel e loja maior costumam aceitar cartão, e a bandeira mais aceita por aqui é a Visa. Mas tem MUITA coisa que só rola no dinheiro: táxi, mercado, barraquinha, aquele troco do dia a dia. Então:
- Cartão (Visa na frente): restaurante, hotel, loja, compra maior. Prático e você não anda com muito dinheiro no bolso.
- Sol vivo, de preferência miúdo: táxi, mercado, feira, gorjeta, aquele lanche de rua. Anda sempre com nota pequena, porque troco de nota grande é sempre um perrengue.
Trocar dinheiro sem tomar golpe
Aqui é onde o brasileiro desavisado se ferra, então presta atenção. Dá pra trocar em banco, casa de câmbio e com cambista de rua (aqueles de colete). O cambista de rua quase sempre dá a taxa mais atraente, MAS é exatamente ali que mora o risco de nota falsa e de conta errada na velocidade. A regra é:
- Prefere casa de câmbio formal. Perde um tiquinho na taxa, ganha em não levar nota falsa pra casa.
- Confere o valor ANTES de sair do balcão. Conta a grana ali, na frente, sem pressa.
- Aprende o teste da nota: o método oficial pro sol é Sentir (a textura, é de algodão), Olhar (a marca d'água contra a luz) e Girar (a tinta que muda de cor quando você inclina). Nota que não passa nisso, recusa.
- ATM (caixa eletrônico) saca sol e às vezes dólar, mas quase sempre cobra uma tarifa por saque, além do IOF. Dá pra sacar, mas fica de olho no que some.
Quanto custam as coisas de verdade
Pra você ter uma noção de bolso (esses são valores de referência de mercado de 2026, e variam de lugar pra lugar):
- Menú executivo simples: em torno de S/12 (o prato do dia com entrada e bebida, o barato de todo dia).
- Garrafa de água: uns S/1,83.
- Cappuccino: uns S/10.
- Táxi: bandeirada em torno de S/8, mais o valor por quilômetro. Combina o preço ANTES de entrar, ou usa app.
🥤 A real da minha experiência: eu paguei em sol o tempo todo e tomei muita Inca Kola (o refri amarelo que o peruano ama). E olha, tem armadilha de preço: num restaurante de vista pra Plaza de Armas em Cusco, o Chise, uma garrafinha de Coca-Cola de vidro me saiu S/14 (uns R$21). Achei um assalto kkk. Nos lugares de vista da praça o preço sobe bastante, então segura a vontade de pedir refrigerante e você economiza sem sentir.
Resumindo o meu esquema no Peru: cartão Visa pro que dá, sol miúdo pro dia a dia, troca só em casa de câmbio conferindo a nota, e o olho vivo no preço de bebida em lugar turístico. Com isso você não perde grana boba. (Fontes de preço e câmbio: dados de mercado tipo Numbeo e Wise, que mudam sempre.)